Muita
Religião , Pouco testemunho, pouco amor, pouca fé ...
“És
perseverante. Sofreste por causa do meu nome e não desanimaste. Todavia, há uma coisa que eu reprovo: abandonaste o teu
primeiro amor. Lembra-te de onde saíste! Converte-te e volta à tua prática
inicial.” (Ap. 2,3-5a.)
Num breve olhar sobre o pluralismo religioso presente
no mundo e em nosso Distrito notamos aqui a existência de 10 denominações
diferentes sendo: Congregação Cristã do Brasil, Deus é Amor,
Filadélfia, Adventista do 7º. Dia, Assembléia de Deus- Belém, Testemunha de
Jeová, Assembléia de Deus- Madureira, Assembléia de Deus- e por fim a primeira Igreja a existir, Católica Apostólica Romana. Numa população maior que 4.000 habitantes há
uma clarividente oferta para quem quer um “encontro com Deus”. Nisto
perguntamos o que significa uma religião? Partindo do significado da palavra
religião na sua raiz significa Re-ligare ou seja, ligar de novo. Será que é exatamente isto que
acontece?
Todos dizem ser de Deus, mas acabam subdividindo-se a
cada dia em outras e novas expressões, pois o que se justifica é o fato de que
“Deus falou comigo” e no descontentamento ou por não concordância entre os
líderes e membros, surgem novos grupos de simpatizantes batizando de novo
aquela re-união com outro nome, outra doutrina, outra roupa exterior, ou com
exigências de Ofertas, Dízimos, Campanhas, Orações em Matas, Montes, Campanhas,
Jejuns, sacrifícios e sacrilégios que até acabam materializando a presença de
Deus, um verdadeiro varejão de possibilidades.
Aqui e em tantos lugares do mundo o Reino está dividido e o próprio
Jesus disse que um “Reino Dividido não será capaz de subsistir” Surge um tipo
de concorrência desleal ao ponto de homens se intitularem deuses, com poder
sobrenatural de colocar e retirar fiéis do céu ou do inferno a hora que querem.
É um fanatismo desleal que muitas vezes nada tem do Cristianismo pautado no
amor que Nosso Senhor Jesus Cristo
deixou ao edificar sua Igreja no alicerce dos Apóstolos e dos mártires que testemunharam com o sangue e
santidade a verdadeira fé.
Há quem brigue
por ovelhas “gordas” e “bem nutridas” que sempre viveram da Eucaristia e da
Palavra convencendo-as a deixar a mãe igreja que a gerou, amamentou, nutriu,
ensinou a dar os primeiros passos em busca de uma mudança mágica e trágica,
pois sempre há uma divisão e um cisma nesta arrancada a fórceps. Porque não correm para salvar as almas
desiludidas e desnutridas que perderam o sentido da vida? Porque este gosto maléfico
de tirar as pessoas da igreja a que já freqüentam? Há uma só fé, um só Senhor,
um só batismo. Converter cristãos ao cristianismo,
batizar batizados é bem fácil, né?
O pior sentimento gerado quando algum membro vira as
costas para a fé primeira é a ingratidão e depois a maldosa forma de atacar.
Perguntamos: E quem viveu a fé por milhares e milhares de anos antes de
existirem estas “tantas religiões”? Não foram agraciados pela força do
alto? Não Viveram e fizeram o bem como
ninguém? Foram puros e muito mais santos
que os tempos de hoje onde nunca se viu tantas religiões e pouco amor e pouca
fé.
Ingratidão foi também o que Jesus sentiu na sua
condenação de abandono na cruz quando tantos o deixaram sozinho. Muitos que ele
curou, saciou a fome de pão e paz, deu misericórdia, limpou feridas da lepra
física e espiritual, ressuscitou mortos, devolveu dignidade e de repente estão
de costas para Ele e ainda gritam Crucifica-o. Assim também quando alguém
abandona a materna presença da Igreja e vão para outro redil e mesmo na
Orfandade, sentem gosto em ofender a mãe que os nutriu com amor e carinho. A
salvação está muito além que usar certa roupa, deixar de comer isto ou aquilo
ou ter uma bíblia visível em nossas mãos. Se não se revestir da caridade e a
palavra Divina não se fizer carne de nada adiantará o sinal externo. Deus não está dividido, pois Ele é UNO e
jamais se pode dizer que o “meu Deus” fez isso ou “meu Jesus” fez aquilo, pois
Deus é Deus, Eterno, Soberano, Onipotente, Onisciente e Onipresente, e Jesus é
o “Emanuel”- Deus conosco e não só Deus comigo.
Conquistar o céu é muito mais que um mérito egoísta
como prêmio para bonzinhos, pois de nossa parte não somos merecedores, mas, a
misericórdia de Deus em seu Filho é quem abre as portas da Eternidade. Ser Cristão é mais do que pensamos, pois, há
muitas religiões e pouco Deus nos corações, muitos templos de pedra e poucos
santuários vivos. O que realmente Salva? O que vai me fazer receber o Céu?
Teremos muitas surpresas no céu se lá chegarmos, pois, veremos tanta gente que
julgamos ou diabolicamente sentenciamos condenados já aqui na terra como juízes
injustos nos púlpitos da falta de misericórdia. Só Deus conhece os corações
humanos intimamente, Só Deus pode e sabe julgar, pois, Ele é Deus e nós nada
somos sem sua graça.
Verdadeira
fé é aquela que pensa no outro e zela pela vida do irmão, que pensa na natureza
e naqueles que ainda vão nascer e que gostariam de ter a oportunidade de
conhecer o que conhecemos da obra criadora ainda preservada e bela como Deus
deixou. Ter fé é muito mais que gritar um glória ou aleluia, é ter Cristo vivo
em nós e torná-lo amado e querido nos corações de todos.
Reflita:“És
perseverante. Sofreste por causa do meu nome e não desanimaste. Todavia, há uma coisa que eu reprovo: abandonaste o teu
primeiro amor. Lembra-te de onde saíste! Converte-te e volta à tua prática
inicial.” (Ap. 2,3-5a.) Não se esqueçam que nós não crescemos á força do
proselitismo mas do Martírio mesmo assim como foi a Igreja primitiva da qual
nos originamos.
Que este Natal transforme nossa mentalidade
e nosso Coração.
Padre Mário Adorno
Agradecimentos
Especiais aos Paroquianos, Festeiros e Patrocinadores da
“Quermesse
do Padroeiro Santo André e 3ª. Festa da Costela Fogo de Chão”
Providências
Divinas!
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